sábado, 20 de setembro de 2008

Níveis Evolutivos

“Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:


- Mestre, gostaria muito de saber por que a razão os seres humanos guerreiam –se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento entre si, por mais que preguem o amor e por mais que firmem abominar o ódio.

- Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações de seres humanos têm-na feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da humanidade do planeta terra está vivendo, atualmente, no que chamaríamos nível 1. Muitos outros, no que chamaríamos de nível 2 e alguns outros no nível 3. Poucos, bem poucos, já conseguiram atingir o nível 4, mas somente agora, ao atingir este nível, estão vislumbrando a existência de outros níveis, alguns mais baixos e outros mais elevados. Pouquíssimos atingiram o nível 5, raríssimos o nível 6, e somente a cada milhar de anos surge alguém que atingiu o nível 7.

- Mas, mestre, que níveis são esses?

- Não adiantaria nada explicá-los, pois você, além de não entender direito minha explicação, por melhor que a conseguisse fazer, também, logo em seguida esqueceria. Assim, prefiro levá-lo, numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará tudo e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas dos dedos na testa do consulente e, imediatamente, estavam em outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:


- Dá-lhe um tapa no rosto.

- Mas por quê? Ele não me fez nada...

- Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!


E o homem aproximou-se mais do Mestre e do Consulente. Este chegou até o homem, pediu que parasse e deu-lhe um tapa que estalou. Imediatamente como se fosse de Mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão por causa do inesperado ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro. Numa curva do caminho, aproximava-se outro homem. O Mestre, então, comentou:

- Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Foi ensinado a agir dessa maneira e esse ensinamento para ele é tudo, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”.

Agora, você testará, da mesma maneira, o nosso companheiro que vem ali, do nível 2. Repita tudo. Dê-lhe também um tapa.


Quando o homem se aproximou, o consulente chegou perto dele, pediu-lhe que parasse e deu-lhe um tapa. O Homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente , já estavam em outro lugar e, igualmente, outro homem se aproximava deles. Comentou o Mestre:

- Agora você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muletas” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

- O que é isso moço?...Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra! Estou falando sério!

- Eu e o Mestre estamos realizando uma séria de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

- E querem ver como reajo?

- Sim. Exatamente isso...

- Já reparou que isso não tem sentido?

- Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações de outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar...

- Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

-Mas é esse, exatamente, o experimento!

- Certamente vocês possuem um pouco mais de imaginação. Por que não inventam outro teste, menos bárbaro do que este?

- Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Vocês tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma outra alternativa?

- De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: este é um teste bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem ser pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

- Enfim – perguntou o buscador -, como você vai reagir? Vai revidar? Ou vai nos ensinar outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

- Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês.

Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, aí sim, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço... São uns perfeitos idiotas...Imagine só, dar tapas nos outros...Besteira...Idiotice...Falta do que fazer... E ainda querem me convencer que estão buscando conhecimento... ”Picaretas”! Isso é o que vocês são! Uns “picaretas”! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro lugar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou para o buscador:

- Agora, você já sabe como age um homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma outra solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas age muito pouco e não tem nenhuma solução para qualquer problema, a não ser a mais óbvia. É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade” e que se julga “Entendido”. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos e comandos, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário (mais outras “Muletas”). Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa de “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por preguiça vital ou por mera e simples falta de força de vontade prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar.

Vamos agora saber como reagirá um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que vem aí, pela estrada.

E a mesma cena repetiu-se

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

- Por que vocês fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo me bateu. Posso saber?

- Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

-Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

- É...Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

- Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas, acho que vocês estão correndo risco de encontrar alguém que não consigo entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa quanto qualquer outra. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

- E se tudo o que dissermos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou-lhe o Mestre – Como reagiria a isso?

- Somente os loucos fazem coisas sem razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês. Enfim, desejo aprender mais, cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não Acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

- O homem do nível 4 já está bem distanciado dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto, um erudito (embora possa até mesmo possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou as “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um dia ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de mais algum tempo, assim que se acostumar, de fato, a viver sem essas “muletas”, está plenamente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis.

Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita a mesma coisa com esse que aí vem e vamos observar como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

- Filho meu... eu bem mereci por não ter logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

- Não entendi... Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

- Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

- Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal...

- Então é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejavas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber o Homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios para te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceita-me como teu guia?

Instantaneamente a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável que os demais, e o Mestre assim se expressou:

- Quando um Homem atinge o nível 5, começa a entender que o ser humano comum é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu se encontrar e, por esse motivo, como todo adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar a atenção sobre si mesmo e pedir, então, a ajuda de que necessita. O Homem do nível 5 possui sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta”que estão usando ou com o que lhes é acessível ao nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra.

Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos vê como age o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e sua mão atingiu o vazio.

- Meu filho querido! Por que queria ferir a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização vai demorar e causará muito sofrimento?

- Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

- Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não da um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o Planeta e daí, por extensão, emitirá Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira, e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: Tudo é Amor! A Vida é Amor! Nós somos centelhas do Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e sofrer. Você parará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá que tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime.

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o mestre falou assim:

- Este é um dos níveis mais elevados o que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um Homem que conseguiu entender o que é o Amor já é Homem Sublime, Inefável, quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu a Verdade, mas ainda não a conhece em sua plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso.

Dê um tapa nesse homem que aí vem.

E o buscador pediu ao homem que parasse.

Quando seus olhares se encontraram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram todo o seu ser.

- Bata nele! – Ordenou o mestre.

- Não posso, Mestre, não posso...

-Bata nele! Faça um grande esforço mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele. Faça um esforço e bata! Vamos! Agora!

- Não Mestre. Sua simples presença já é o suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

- Bate-me – disse o Homem, com muita suavidade -, pois só assim tu aprenderás tua lição.

- Não posso...Não posso... Não tem o menor sentido fazer isso...

- Então – tornou o Homem -, já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e responde.

- Acho que foram os homens do nível 1 ao nível 3. Agora, compreendo quão atrasados eles estão e quanto ainda terão que caminhar para conseguirem entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, se abandonarem, no preciso instante em que as jogarem fora, imediatamente começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

- Sim, filho meu. Essa é penas uma das facetas do verdadeiro aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e maior de todas as lições. Existe a Ignorância!! – Volveu o Homem com muita suavidade e convicção. – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

- Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que julgam ser importante – ou seja, suas “muletas”. Nos outros níveis, comecei a entender que para ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais...

- A Humanidade ainda é uma criança, mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vindas individuais. O Importante é compreendermos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a compreender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente Nov e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos, conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender, vivenciar este conhecimento, esta grande verdade: Somos todos uma grande equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo.

- Mas assim sendo, para eu aprender tudo que necessito para poder ensinar meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais vidas, além desta que agora estou vivendo?

- Mas só existe uma única vida e tu já a estas vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos nos mais diversos níveis. Já foste energia pura, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E ainda és tudo isso. Compreende filho meu, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.

-Mas, sendo assim, então terei tempo de aprender tudo o que é necessário aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

- E quem o terá, jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 niveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste planeta Terra. O Autor desse conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da tradição oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste livro, ao ler esse conto, há alguns anos, também aprendeu a mesma lição e agora está transmitindo a todos aqueles que vierem a ler este livro e, no final, todos os leitores, um dia, ensinarão essa lição a seus irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu? Agora, se quem der aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo conhecimento já cumpriram uma parte. Que os outros, os que deles estão tomando conhecimento,cumpram as suas. Para isso, são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?”

Extraído do Livro: MILHOMENS, Newton. Esoterismo, Parapsicologia, Psicologia. 1994 ed. Ibrasa



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